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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Shopping monta "Vila do Chaves" para receber crianças até 12 anos

O personagem “Chaves”, um dos personagens mais queridos em todo o mundo, e sua turma proporcionam momentos de muita diversão para crianças de quatro a 12 anos na nova Praça de Eventos do Shopping Praça da Moça, localizada no Piso Araucária, entre os dias 29 de agosto e 20 de setembro, das 12h às 20h. 

Nos dias 6 e 20 de setembro, os visitantes poderão tirar fotos com os personagens “Chaves” e “Quico”.




O Espaço - montado especialmente para a ação - conta com atividades interativas: “Espera Divertida”,  espaço criado para a interação familiar, onde o público pode assistir desenhos e filmes dos personagens; “Colorindo com o Chaves”, ação na qual os participantes recebe giz de cera para pintar desenhos dos personagens; “Gincana na Casa da Dona Clotilde”, uma corrida divertida na qual as crianças precisam acertar o sanduíche de presunto no Barril do Chaves e a equipe que tiver mais sanduíches no barril é a vencedora; “Escorregador na casa da Dona Florinda”, de onde a criançada escorrega para cair em uma almofada fofa; “Pátio Animado”, conta com bola pula- pula, pula corda e outras brincadeiras no pátio da vila; e “Tire Fotos”, onde os visitantes podem tirar fotos no famoso barril do “Chaves”.  

A atração é gratuita e o Espaço tem capacidade para atender a até 20 crianças a cada 30 minutos. Danilo Senturelle, gerente de marketing do Shopping Praça da Moça, declara: “Sempre buscamos oferecer eventos e atividades que envolvam toda a família; o “Chaves” é um personagem carismático e querido por pessoas de várias gerações, por isto escolhemos a atração para inaugurar a nova Praça de Eventos do Shopping”.



Serviço:
“Chaves” no Shopping Praça da Moça
Local: Nova Praça de Eventos – Piso Araucária
Data: de 29 de agosto a 20 de setembro
Horário: das 12h às 20h
Endereço: Rua Graciosa, s/nº - Diadema - SP

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Prestes a entrar na "Fazenda", Rafael Ilha lança biografia assinada por Sonia Abrão

Dentro do elevador do edifício em que morava sua avó, Rafael Ilha só ouvia os próprios gritos. Não havia o que negociar. Não aguentava mais, não queria mais, vida sem sentido, vazio, fúria. Com um caco de vidro pontiagudo encostado no pescoço, ameaçava um ponto final. E foi mais rápido que os apelos dos socorristas: abriu um corte no pescoço, da nuca até o lado esquerdo.

Assim começa o livro "Rafael Ilha: As Pedras do Meu Caminho", selo Escrituras, escrito pela jornalista Sonia Abrão, que traz a trajetória pessoal e profissional do ex-integrante do grupo Polegar, sucesso musical dos anos 1990. As orelhas do livro foram escritas pelo apresentador Fausto Silva e o prefácio por Gugu Liberato. A biografia do cantor é lançada em um momento em que não se confirma, nem se desmente, a entrada dele na oitava temporada do reality-show "A Fazenda", transmitido pela rede Record.

Rafael Ilha Alves Pereira nasceu em 7 de março de 1973, prematuro de oito meses, num final de tarde ensolarado no Rio de Janeiro. No Hospital da Lagoa, Sylvia Vieira de Mello, de apenas 18 anos, acabava de se tornar, assumidamente, mãe solteira. O menino não conheceu o pai biológico, mas teve em Luiz Felipe Ilha Alves aquele que lhe deu o sobrenome e o amor de um verdadeiro pai: “Ele era só um rapaz de 19 anos e eu um bebê de dois meses, quando começou a namorar minha mãe. Me adotou de cara! Três meses depois, já estava registrado em cartório como seu filho”, conta Rafael, que foi criado como todo garoto de classe média, com conforto, mas sem luxo. 

E teve uma infância feliz: “Era muito futebol na praia, muito banho de mar, adorava pegar onda - que a gente chamava de ‘jacaré’ -, andava de patins, de bicicleta, fazia passeios a cavalo, brincava o tempo todo. Também curtia viajar com a família para Teresópolis, Rio das Ostras, Búzios e por todo o Nordeste. Enfim, tinha uma vida saudável!"

Mas, poucos anos depois, dos holofotes comuns a toda celebridade passou a manchete das páginas policiais, foi preso e algemaram sua alma! Fundo do poço, depressão, preconceito, perseguição. Só chão duro para deitar, choro seco de frio e beber pra esquecer tudo! Internado pela primeira vez aos 15 anos de idade, o jovem Rafael lutou contra toda espécie de drogas e de uma vida não vivida.

Quarenta anos de existência e uma pausa para analisar sua trajetória e as boas e más escolhas. Este é o objetivo do livro Rafael Ilha: as pedras do meu caminho: mostrar que há saída, sempre, dedicando cada página desta biografia aos filhos Kauan e Laura, que nasceu em 2015.

“Meu nome é Rafael Ilha Alves Pereira, estou na casa dos 40 anos, tempo de um balanço de vida. Para os que achavam que já conheciam minha história, fica aqui o que nunca foi contado! O que deixei guardado no sótão.  Entre o sucesso e a dor, a angústia e o vício, a música e a marginalidade, entre o amor e o crack, o microfone e um fuzil, o auditório e o morro, os fãs e os traficantes, entre ser ídolo e bandido, eu me perdi”.

Sobre a autora:
Sonia Abrão - Jornalista, radialista e apresentadora, formada pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero. Nos quase 20 anos de carreira dedicou-se essencialmente ao seu trabalho como  colunista e crítica de TV e rádio. 

Iniciou profissionalmente no antigo jornal Notícias Populares e revistas de grande circulação nacional como Contigo! e Amiga, não só atuando como colunista, mas também como redatora, repórter e chefe de reportagem. 

No extinto Diário Popular manteve uma coluna diária sobre televisão por dez anos e, posteriormente, no jornal  Diário de São Paulo. Sonia  ficou conhecida em suas reportagens na TV para o programa de Gugu Liberato, no SBT, onde fazia reportagens, participou do Programa  Aqui  Agora e como jurada especial dos programas do amigo Silvio Santos. 

No rádio, conduziu um quadro como comentarista de TV nos programas de maior audiência do AM e, depois, como comunicadora de seus próprios programas nas rádios Tupi, Globo, América, Capital e Record, com o programa Sonia e Você, líder de audiência dessa emissora. De 2002 a 2004, conduziu programas no SBT e Record. Em 2006, voltou para a Rede TV no qual apresenta o programa diário "A Tarde É Sua", apresentando entrevistas, matérias de comportamento e informação sobre tudo o que acontece no Brasil e no mundo. Já publicou quatro livros: "Santas Receitas", "Abaixo a Mulher Capacho", "Homens que Somem" e "Rafael Ilha: As Pedras do Meu Caminho". Site: www.soniaabrao.tv.

Serviço:
Lançamento do livro "Rafael Ilha: As Pedras do Meu Caminho"
Escrito por: Sonia Abrão
Orelhas do livro: Fausto Silva
Prefácio: Gugu Liberato
Lançamento oficial: quarta-feira, 2 de setembro de 2015, das 18h30 às 21h30
Local: Livraria Cultura – Conjunto Nacional (Piso Térreo)
Endereço: Avenida Paulista, 2073 - São Paulo/SP

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

.: MasterChef: interferência e regras quebradas, personagens mantidos

Por Helder Miranda
Em agosto de 2015

Atenção: esse texto não é uma verdade absoluta, mas também não pode ser considerado uma mentira deslavada. O manual de instruções de qualquer texto indica que qualquer leitura deve ser feita com o mínimo de "desconfiômetro" e um toque de coerência e pés no chão. Há quem irá concordar e também os que discordarão. Mas existe uma "Teoria de Conspiração" relacionada ao MasterChef e a segunda temporada está aí para comprovar: tem sido uma sucessão de injustiças.

Depois de Izabel perder para Iranete, das vitórias sem razão de Aritana, do "mimimi" incontrolável de Cristiano e das oscilações de temperamento de Fernando, o programa quase foi sucumbido pelo show e passou a esquecer um pouco do reality. Ou você acha que as broncas dos chefs-jurados não estão teatrais demais? 

E supostamente, pelo que se vê nas entrelinhas, a produção não só interfere, como quebra regras para a preservação de personagens que rendem bons roteiros. Aritana só saiu quando não havia mais nenhuma história para contar (e foi eliminada justamente quando se saiu melhor que o oponente, o que foi raro em tantos episódios, pasmem!). 

Na vida real, cabe ressaltar, Izabel, talentosíssima, jamais perderia para Iranete (porque esta fazia o trivial, não por ser empregada doméstica, que fique bem claro nesses tempos politicamente corretos até demais). Fernand, por sua vez, não duraria muito tempo em um restaurante com o temperamento explosivo que vem mostrando diante das câmeras - imagine o que aconteceria se elas estivessem desligadas?

Sabrina foi preservada até que a história de superação no estilo entrou "uma menina e saiu uma mulher" fosse contada até a exaustão... Izabel voltando majestosa após a injustiça sofrida na prova em que foi eliminada... Enfim, eu escrevi isso para dizer que colocarem todos os participantes, das equipe azul (vencedora) e vermelha (derrotada porque não apresentou um prato) para a prova de eliminação foi pura estratégia para preservar alguns competidores.

Paola Carosella nitidamente ajudou Raul a fazer a linguiça, talvez orienta por algo do tipo: "esse personagem está rendendo, preserve por mais tempo", o que determina que é balela a separação por equipes: ao que tudo indica, e isso é uma suposição, há os "escolhidos" para serem eliminados. Lucas, que enfrentou o mesmo problema com a guarnição, que "estourou", não teve uma ajuda sequer. 

Pode até ser que os participantes acreditem que exista uma isenção. Mas eu não duvido que os chefs-jurados tenham chegado às gravações (que já estão finalizadas) com uma ideia na cabeça e terem recebido orientações de nomes "autorizados" a serem eliminados. A partir dessa espécie de "liberação", a sorte está lançada: o mínimo defeitinho de um dos participantes que fazem parte da "lista negra" imaginária deve ser potencializado à níveis estratosféricos.

A menos que você não como rã, será, mesmo, que iria preferir o prato sem sal da Sabrina no antepenúltimo episódio, ou uma galinha de angola horrorosa, seca e queimada apresentada pelo Lucas? 

Da equipe vermelha, que perdeu a prova, estavam Izabel (a mocinha do programa, que ficou um marasmo sem as tiradas espirituosas dela), Raul (o cara divertido que rende material para a edição) e Fernando (o vilão desta temporada, que cumpre com maestria o papel de fazer os telespectadores não gostarem dele e é um perfil tão necessário a este tipo de programa)...

Da equipe azul, estavam Jiang (a queridinha das redes sociais), Cristiano (o baiano marrento que pode render mais alguns barracos durante a sua permanência de altos e baixos), e Lucas (o estudante atrapalhado. Esperem... o Raul também é. E, convenhamos, Lucas não renderia mais roteiro além de repetir as patacoadas de deixar tudo para cima da hora e deixar a torcida dele com o coração na mão)... Diante desses perfis, você tem dúvida de quem seria o eliminado?!?

sábado, 21 de março de 2015

"Televizinha" é sobre a arte de brincar de Deus

Helder Miranda

A primeira palavra que escrevi foi Xuxa. Logo, eu não sei o que separa aquele garoto que era vidrado em Bruna Lombardi, morena de olhos claros em "Roda de Fogo", daquele que achava linda a Jocasta de "Mandala", com a esfuziante Vera Fischer em sua melhor fase clicada no melhor ângulo para aquela capa brega - e linda - da foto gigante do disco de "Mandala" nacional do homem que, hoje percebo, era fissurado por mulheres de olhos claros, cresceu vendo televisão e acompanhou, pelas telas dela, mudanças significativas no Brasil e no mundo. 

Pouco antes da popularização da internet para as grandes massas vimos, pela TV, o atentado que derrubou as torres gêmeas em Nova Iorque. Mas, muito, muito antes, vimos, em preto e branco, o homem pisar na lua. E dizer que a TV vai acabar um dia é a tolice mais, desculpem o linguajar pobre, mais tola do mundo. Pois é claro que esse veículo, tão importante e tão decisivo, vai, sim, se transformar e a tendência é torná-la, sempre, cada vez mais interativa. 

Por isso, "Televizinha", lançado em 22 de março, uma data muito especial para mim, é um espaço - e eu me recuso a pensar que é um blog, um site ou um portal, porque falamos, a partir dela, de material humano. A televisão é uma fábrica incessante de musas e galãs, de mocinhos e vilões para todos os gostos e, muitas vezes, é para onde a gente foge depois de um dia estressante de trabalho. E, no meio do caminho, não podem faltar spoillers, informações de bastidores, cenas memoráveis, opiniões de gente apaixonada nem tanto por televisão, mas por coisas que ela apresenta - nem todas.

Televisão, també, é sobre gostar de olhar. Então, por que "Televizinha"? A resposta é simples: qual é o diminutivo de televisão? "Televisãozinha", talvez? E, como bem apontou meu colega Ted Sartori, um jornalista esportivo apaixonado por televisão, assim eram chamados os que viam TV na casa dos outros, os "televizinhos" ou "televizinhas"... E é um pouco como, nós, nesses tempos de pressa, quando perdemos uma cena, um episódio, um capítulo, que corremos para a internet para assistir online ou fazer um download depois. 

A partir das telas, sejam elas de uma televisão, de um monitor, de um celular, a partir das linhas de dramaturgos que são pagos para brincar de Deus, acompanhamos personagens que alavancam e destroem carreiras, que arrebatam homens e mulheres e, algumas vezes, morrem no final, como o último deles, "o Comendador" José Alfredo, criado por Aguinaldo Silva e interpretado por Alexandre Nero, antes um ator quase imperceptível e hoje alçado ao posto de símbolo sexual. Outros irão surgir e nós, com certeza, poderemos acompanhar ou desistir dele no meio da trajetória. A audiência acompanha os altos e baixos de uma produção, assim como as intempéries os altos e baixos da vida real. Sempre funciona assim.
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